terça-feira, 4 de novembro de 2014

De flor em flor...






Linda e sensível  resenha sobre Cantorias de Jardim,  assinada pela pesquisadora Mercedes Fernandes, no blog LIVROS PARA TODAS AS IDADES:

http://livros-para-todas-as-idades3.webnode.com/vi-e-apaixonei-/eloi-elisabete-bocheco/


(...) "A simplicidade que me tocou é diretamente proporcional à complexidade de sua composição poética seja na profundidade dos temas como na afetividade mágica da narrativa folclórica que nos remete a intimidade de cada flor descrita.
 Adorei cada poesia: em títulos simples dos nomes em flor tais como “Lírio”, “Camomila”, “Hortência”,” Camélia”, “Violeta” e também das frases que provocam sentimentos e curiosidades tais como: “O que tem a rosa?”,  “Onde está a Margarida?”
                                                                                      Mercedes Fernandes





quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tá pronto, seu lobo?




O título deste livro, que acabo de publicar pela editora Saraiva/Formato,  é derivado de uma antiga brincadeira de roda, muito comum, no interior do Brasil, em décadas passadas.
   Quase todos os dias, na escolinha de madeira, onde fiz o curso primário, brincávamos de "Tá pronto, seu lobo?" A professora brincava junto e era uma das mais animadas da roda.  O lobo demorava  para ficar pronto. Cada vez que repetíamos a pergunta, ele inventava uma coisa que faltava ( falta arrumar a cama, vestir a roupa, tomar café, comer mingau, tomar água....)   
  Ficávamos de prontidão, porque, assim que o lobo estivesse pronto, viria em disparada para a roda. Aquele que fosse tocado pelo lobo tomava o seu lugar e as perguntas se repetiam. Cada lobo inventava as coisas que faltavam para estar “pronto”.  Não me lembro de alguma vez ter me cansado deste brinquedo, embora fosse um dos mais repetidos nos recreios.
   "Tá pronto, seu lobo?" é  uma pergunta que nunca mais me largou. A roda se acabou. A escolinha de madeira não existe mais. Dos colegas não tenho notícias. Mas a pergunta me seguiu pela vida afora. Um dia, inventei um poema em que respondi, do meu jeito, a pergunta da roda ao lobo.
Alguns poemas desta coletânea já tem uma história afetiva com leitores reais e virtuais, como é o caso do poema título. Reuni, neste feixe poético, poemas escritos em vários momentos da vida. Plantas, flores, cores, letras, bichos, brincadeiras, nonsense e outras provocações poéticas da obra devem ao manancial do folclore a inspiração e os procedimentos escolhidos para dar forma às brincadeiras com a linguagem. 

Onde encontrar:


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Flores da memória



Uma das primeiras visões que uma criança camponesa tinha em Duas Pontes, onde passei a infância, eram as flores nas paredes, nos canteiros, nas cercas das varandas, nos caramanchões. Os jardins surgiam das trocas de “mudas” entre os moradores. O ritual de receber a muda ( uma semente, um galhinho, um bulbo, um ramo) preparar a terra, plantar, cuidar e esperar a floração era um modo mágico de alimentar as amizades, os afetos  e o gosto de viver.

Esse jeito de criar jardins eu achava fascinante ( e ainda acho). Assim, em Cantorias de Jardim, meu quinto livro pela Paulinas,  homenageio, em versos, as flores que me viram crescer e me acompanharão pela vida afora. O procedimento poético e a linguagem para compor o ramalhete fui buscar nas  fontes da  tradição oral,  cuja singeleza e brilho faz par com as  flores vivas  da memória.

Cantorias de jardim, de modo lúdico e afetivo, enlaça poeticamente um ramalhete de flores através de poemas inspirados na poesia oral do folclore.
O narrador poético conversa com as flores ( rosa, cravo, lírio, amor-perfeito, margarida, jasmim e demais flores do feixe poético), conta seus segredos e magias e, por vezes, chama o leitor para participar da cena poética, ora ofertando-lhe a flor homenageada, ora propondo um jogo de adivinhação, ora advertindo-o para perceber a flor, tal como faziam os cantores peregrinos e singelos de outrora.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Frutas no pé



    No campo,  antigamente,  muitos quintais eram formados por árvores frutíferas que nasciam , ao acaso, das sementes jogadas aqui e ali, sem intenção de plantio.
    As árvores nascidas deste modo formavam redutos  de sombra e beleza. A casa onde me criei era rodeada de fora a fora por pessegueiros de toda qualidade. Na estação própria, qualquer janela que abrisse dava para os pessegueiros em flor.
    As crianças de Duas Pontes,  naqueles dias tão distantes e quase inacreditáveis para um urbano pós-moderno, só faltavam morar nos troncos das árvores da mata e do quintal à cata dos frutos maduros ( às vezes até dos verdes).
    Crianças e passarinhos auxiliavam o plantio de novas árvores frutíferas no quintal e também na mata. Quando uma pitangueira ficava velhinha, outra, nascida ao acaso,  já começava a dar pintangas deliciosas.
   Pomar de Brinquedo ( Larousse, 2009)  surgiu do desejo de homenagear as frutas que me deram alimento, sombra, e encantamento durante toda a infância. Frutas colhidas no pé, lavadas pela chuva,  perfumadas, doces e suculentas. Divididas com passarinhos e outros bichos que apreciam frutos maduros. Enfim, inesquecíveis frutos da terra tão belos guardados na memória e na poesia.    

Crianças da Escola Hermann Müller, em Joiville/SC, lendo o poema CARAMBOLA do livro Pomar de Brinquedo: 











quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Leitura Compartilhada



Lendo com Stefani o poema O QUE TEM A ROSA?, do livro Cantorias de Jardim,  na Escola Matias Albuquerque - Projeto "Lendo pra valer"- 59º Feira do Livro de PortoAlegre/RS - 2013





 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Uma escola com poesia

                      
                        

Fotos que me enviou a Escola Josefina Caldeira de Andrade, de Videira/SC. Leitura do livro Cantorias de Jardim - interações com o poema Onde Está a Margarida? (P. 9)
Professora: Lenecir Piovesan Hoffelder
 

                  

A passagem do poema para o papel pardo é um modo delicado de trazer o poema para perto do coração poético. Na sequência, as quadrinhas criadas pelas crianças.







Recriação em outra linguagem - poema-brinquedo



Declamando o poema em grupo... vozes e afetos.



O poema no quadro de giz...  Mais um exercício de trazer o poema para perto  do coração poético. A mão da professora transcreve  o poema, toca as palavras - momento de vida feita à mão.... Amei!


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cantorias de Jardim - indicação


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CANTORIAS DE JARDIM  indicado para leitura pela Revista CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS, número 245 - maio de 2013